Minhas Reflexões sobre Ser Mãe
Desde que iniciei essa jornada, tenho tido várias experiências muito interessantes que compartilharei em alguns textos. Segue o primeiro da série:
1- Mãe: ser ou não ser eis a questão!
Acredito que o primeiro momento se
deu para mim em aceitar o fato de ser mãe. A minha primeira prova foi compreender
porque a Vida havia me escolhido para essa experiência e missão e como me
preparar para viver isso de uma maneira verdadeira e integral.
Existem hoje muitos preconceitos como
o “ter de ser mãe” e, a qualquer custo, cumprir com um “protocolo social”. A
maternidade, apesar de ser natural, muitas vezes é realizada de maneira
automática o que faz com que perca completamente o sentido. Não se sabe o que
se quer nem porque, faz-se pelos outros, pelas expectativas que nossos
familiares têm ou a expectativas internas nascidas de um palavrório repetido por
muitos anos na nossa cabeça através da mídia ou da “boca do povo” sobre o que “temos
que fazer”. E, assim, as mulheres engravidam, geram imagens
fantasiosas sobre isso, frustram-se quando veem do que realmente se trata e
acabam criando filhos sem o natural amor que poderiam ter desenvolvido por eles se simplesmente controlassem um pouco as suas expectativas. Deixam,
muitas vezes, a responsabilidade para os avós da criança que tanto a desejaram,
porém não o desejavam para criar como seus próprios filhos. Não há um culpado em particular
nisso, mas é uma consequência da forma de vida superficial que temos hoje e que nos torna
cada vez mais inconscientes e ignorantes.
Outro preconceito que, creio, veio em resposta a esse primeiro de maneira extrema, é o “não quero ser mãe” ou “ser mãe, nem pensar! Isso não é para mim”, o qual carece de profunda reflexão tanto quanto o outro preconceito, seu suposto oposto. Em geral, as mulheres adeptas desta forma mental parecem cultas e estudadas, consideradas “inteligentes” e/ou “bem-sucedidas profissionalmente” e então não teriam tempo para isso ou não haveria “espaço” em sua rotina, na sua agenda lotada. E assim, inibem a sua natureza feminina que cuida, acalenta, que é terna e pura; perdem a oportunidade de viver coisas realmente femininas. Perderam-se dessa ideia, desse sentido. São “feministas”, mas não femininas, pois perdido hoje está o tão discutido “feminino” (que absurdamente colocamos na forma masculina da palavra!).
Mais um preconceito que acabei notando é o fato de as pessoas acharem que é possível “programar” uma gravidez. Somos soberbos ao ponto de acharmos que a vinda de um outro ser humano à vida cabe a nós, que temos de fato um controle em relação a isso ao tomarmos uma pílula ou usar outros métodos contraceptivos, porém todos eles têm sua margem de falha... Por que? Porque, apesar de a nossa tecnologia interferir na natureza, ainda assim não somos nós que decidimos. Deus, o karma ou o destino (ou seja lá qual for o nome que preferirmos dar) apenas move-se por, entre e apesar de nossas artimanhas tecnológicas e faz acontecer exatamente o que deveria ocorrer. Quantos casos não conhecemos de casais que sofrem com tratamentos hormonais para terem um filho e quantos outros que usaram métodos contraceptivos para evitar a concepção e mesmo assim têm filhos quando não “programavam” tê-los. De fato, muito pouco depende de nós.
Enfim, o que é que estamos fazendo? É “certo” ou “errado” ser mãe? O que é ser mãe? O que é atender a essa “demanda feminina” da natureza em nós mesmas?
No final, pouco sabemos sobre quais são os
desígnios da Vida para nós, nossos familiares e o novo ser com a sua chegada
neste mundo. Resta-nos observar, apreciar e ir com o tempo compreendendo. E, se
pudermos fazer isso, se pudermos ter essa calma para buscar compreender,
veremos que faz todo o sentido, que é um movimento belo e coerente da Vida; assim
de simples. O ponto não é o controle que possamos ou não ter, é o ensinamento sobre o amor que a Vida
nos oferece quando nos dá a oportunidade de ser uma custodiadora de uma nova
vida no mundo, desse serzinho, cuja pureza e a meiguice renovam a vida de todos
à sua volta.
Viva a Vida viva! Viva...

Puxa! Uma reflexão bem profunda e interessante. Obrigado!
ResponderExcluirObrigada! ;)
Excluir